sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A família em rede

À medida que ia lendo o primeiro capítulo do livro,era como se Papert estivesse a contar a relação da minha família com o computador. Senti isso quando se refere à "tecnofóbica Lisa", lembrei-se logo dos meus pais. Para eles o computador é um bicho de sete cabeças, mas têm a plena consciência que cada vez mais precisam desse "bicho" para se comunicarcom o mundo exterior e não só. Quando sentem essa necessidade recorrem à ajuda dos filhos, por exemplo a minha mãe para falar no Skipe com algum familiar que não vê à muito tempo. O meu pai que todos os anos na altura da passagem de ano pede para reservar uma viagens pela internet, numa agência que o perço esteja mais em conta.
Quando Papert fala do "tecnofóbico Ron" relacionei com os meus irmãos, que são capazes de ficar horas em frente ao computador, até serem obrigados pelos meus a desligar o computador.
Uma das desvantagem de ter o computador em casa, é o facto de acentuar ainda mais distância que à entre estas duas gerações. Mas as vantagem são muito maiores, por isso essa desvantagem é desvalorizada. Tanto que até ler este livro, nunca tinha visto o desinteresse dos meus pais em relação ao uso do computador nessa perspectiva.
Talvez agora, quando a minha mãe me pedir para fazer alguma coisa no computador, terei mais paciência em ensiná-la e espero que ela também esteja mais aberta em aprender.

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