sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Aprendizagem tradicional " vs "Aprendizagem por computador"



No início do capítulo 3 Papert faz referência ao contraste entre a loja Abacus e a megastores, cheia de títulos de software, apresenta uma metáfora entre o que se considera "aprendizagem tradicional" e "aprendizagem por computador". Num lado refere-nos o contacto humano, o ambiente calmo e tranquilo, a disponibilidade para esclarecer todas as dúvidas que surjam. No outro extremo aparece um mundo impessoal, onde as pessoas têm de decidir por si próprias entre inúmeras opções, onde não existe comunicação humana.
É importante reflectir sobre isto, porque antes de surgir a quantidade é preciso ter qualidade.
Deste modo, Papert mostra-mos o choque entre o método tradicional de ensino e a introdução ao uso dos computadores nesse mesmo método.
Penso que as novas tecnologias dão um grande apoio ao sistema educativo, mas de forma a fazer mais e melhor e nunca fomentar o impacto negativo que algum método tradicionalista traz para as escolas. Papert faz referência a alguns programas específicos, bem como software que poderá ser educativo e positivo, dentro da sala de aula, de modo a não afectar as capacidades que por vezes os alunos demonstram previamente e que quando mal estimulados poderão ter consequências ao nível das capacidades cognitivas. O computador é sem duvida um instrumento bastante útil e com uma grande qualidade quando se trata de emitir e transmitir algum conhecimento. Esta emissão e transmissão requerem que a criança tenho uma noção do que está a fazer, controlando a máquina.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ensino programado


Segundo Skinner, que criou o " ENSINO PROGRAMADO", as pessoas aprendem mais facilmente quando o conteúdo é apresentado em "unidades discretas", isto é, pequenos módulos e quando recebem um feedback imediato, indicando se o aluno teve ou não sucesso. Skinner institui a categoria de "estímulos", que são mecanismos que agem de maneira a provocar uma reação no indivíduo, neste caso a melhoria da aprendizagem.Skinner institui o conceito de diferentes tipos de estímulos que actuam no condicionamento operante:estímulo neutro - é o que não tem nenhum efeito sobre o comportamento do indivíduo, isto é, a ele não foi associado nenhum reflexo.
estímulo reforçador positivo - é o estímulo que o organismo procura obter e que aumenta a probabilidade que o produz, busca manter um comportamento aprovado.
Num ambiente de ensino e aprendizagem pode-se usar o Behaviorismo como incentivo à maior motivação.

vantagens:

  • Cada aluno progride no seu próprio ritmo: quem aprende mais rápido, avança mais. Quem aprende mais devagar, avança na velocidade que lhe é conveniente;
  • O aluno avança somente com o conteúdo aprendido;
  • O aluno não é deixado para trás ou perdido;
  • O ensino é sequencial: o estudante passa para o material mais adiantado somente quando já domina o anterior;
  • O aluno quase sempre acerta por causa da progressão gradual e uso de técnicas de insinuação e instigação ( estímulos);
  • O aluno se mantém activo e recebe imediata confirmação de seu êxito;
    os ítens são construídos de tal maneira que o aluno precisa compreender o ponto essencial do conteúdo a fim de dar a resposta certa;
  • Os "conceitos" são representados por muitos exemplos e arranjos sintácticos, visando aumentar a generalização a outras possíveis situações;
    o registro das respostas dos estudantes fornece ao programador valiosas informações para futuros aperfeiçoamentos do programa.


Desvantagens:

  • É socialmente isolador: os alunos fecham-se no seu próprio mundo privado enquanto aprendem;
  • Faltam benefícios da experiência em grupo;
  • O aluno não tem opção de discordar;
    como o ensino é baseado numa hierarquia de conceitos fica difícil a aplicação deste método em áreas onde os conceitos não são tão claramente definidos, pois este método fundamenta-se em ter sempre uma resposta certa.
Para saberes mais sobre o ensino programado de Skinner vai http://www.centrorefeducacional.pro.br/skinner.htm

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ciberavestruzes da educação

No segundo capítulo do seu livro Papert, refere-se aos responsáveis pelo currículo escolar como ciberavestruzes. Em que "as novas tecnologias são usadas para fortalecer métodos educativos pobres que foram concebidos apenas porque não existia o computador quando a escola foi pensada." Ou seja, os métodos utilizados não são os mais adequados para o uso das tecnologias , porque não permitem ir além do que está estabelecido no currículo.Não permitem explorar as tecnologias em todo o seu contexto educativo.
Penso que as tecnologias não devem ser usadas apenas como um complemento , mas devem permitir aos alunos ( e aos professores) usufruir das mudanças que esta proporciona. Para isso, é preciso repensar o currículo tornando-o mais flexível, de modo a permitir introduzir as mudanças que o uso das tecnologias proporciona ao método educativo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O que é um webog?


Um weblog, blog ou blogue é uma página da web cujas actualizações (chamadas posts ) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo género de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.

O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página actual e uma série de outras informações.

Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atractivos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A família em rede

À medida que ia lendo o primeiro capítulo do livro,era como se Papert estivesse a contar a relação da minha família com o computador. Senti isso quando se refere à "tecnofóbica Lisa", lembrei-se logo dos meus pais. Para eles o computador é um bicho de sete cabeças, mas têm a plena consciência que cada vez mais precisam desse "bicho" para se comunicarcom o mundo exterior e não só. Quando sentem essa necessidade recorrem à ajuda dos filhos, por exemplo a minha mãe para falar no Skipe com algum familiar que não vê à muito tempo. O meu pai que todos os anos na altura da passagem de ano pede para reservar uma viagens pela internet, numa agência que o perço esteja mais em conta.
Quando Papert fala do "tecnofóbico Ron" relacionei com os meus irmãos, que são capazes de ficar horas em frente ao computador, até serem obrigados pelos meus a desligar o computador.
Uma das desvantagem de ter o computador em casa, é o facto de acentuar ainda mais distância que à entre estas duas gerações. Mas as vantagem são muito maiores, por isso essa desvantagem é desvalorizada. Tanto que até ler este livro, nunca tinha visto o desinteresse dos meus pais em relação ao uso do computador nessa perspectiva.
Talvez agora, quando a minha mãe me pedir para fazer alguma coisa no computador, terei mais paciência em ensiná-la e espero que ela também esteja mais aberta em aprender.